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Sociedade

Número de pulseiras electrónicas no âmbito de violência doméstica aumentou 222% em dez anos

Público22 de maio de 2026 Ver notícia original

Resumo por IA

O número de pulseiras electrónicas aplicadas no âmbito de casos de violência doméstica em Portugal registou um crescimento expressivo ao longo da última década. Este aumento de 222% reflecte uma aposta crescente das autoridades em medidas alternativas à prisão para monitorizar agressores. O fenómeno surge num contexto em que a violência doméstica continua a ser uma preocupação central do sistema judicial português.

Cerca de 9% dos reclusos nas prisões portuguesas em 2025 encontravam-se detidos por crimes relacionados com violência doméstica, segundo o Ministério da Justiça. Este dado evidencia o peso significativo deste tipo de criminalidade no sistema prisional nacional.

O recurso à vigilância electrónica através de pulseiras tem crescido como alternativa ou complemento à reclusão nos casos de violência doméstica. Este mecanismo permite monitorizar os agressores e reforçar a protecção das vítimas.

O crescimento de 222% em dez anos indica uma mudança relevante nas políticas de justiça aplicadas a este tipo de crime em Portugal. A tendência sugere uma aposta progressiva em soluções de controlo à distância para garantir a segurança das vítimas.

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