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Cultura

O cinema de Marta Mateus olhou para os esquecidos de Estremoz — e foi uma “alegria”

Público20 de maio de 2026 Ver notícia original

Resumo por IA

O filme "Fogo do Vento", da realizadora portuguesa Marta Mateus, foi rodado em Estremoz, numa zona marginalizada conhecida como Quintinhas. Trata-se de uma minifavela sem infraestruturas básicas, como casas de banho, cujos moradores foram escolhidos como não-actores para o projeto cinematográfico. A obra representa um olhar artístico sobre comunidades esquecidas e excluídas da sociedade portuguesa.

Marta Mateus escolheu habitantes reais das Quintinhas de Estremoz para protagonizar "Fogo do Vento", numa abordagem humanista e próxima das populações marginalizadas. A decisão de trabalhar com não-actores confere ao filme uma autenticidade e uma ligação genuína à realidade social retratada.

As Quintinhas são descritas como uma minifavela desprovida de condições básicas de habitação, sendo habitadas por pessoas frequentemente ignoradas pela sociedade. O cinema surge assim como um meio de visibilidade e reconhecimento para estas comunidades vulneráveis.

A experiência de participar no filme foi descrita como uma "alegria" pelos moradores envolvidos nas filmagens. Este projeto reforça o papel do cinema como ferramenta de inclusão social e valorização das histórias de vida dos mais esquecidos.

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