Mais de um milhão e 600 mil portugueses sem médico de família

Resumo por IA
Portugal enfrenta uma grave crise na saúde primária, com mais de um milhão e seiscentos mil cidadãos sem médico de família atribuído. Esta situação reflecte uma pressão crescente sobre o Serviço Nacional de Saúde, comprometendo o acesso aos cuidados de saúde primários para uma parte significativa da população. Os dados mais recentes da Ordem dos Médicos lançam um alerta sobre a sustentabilidade futura desta especialidade médica.
•A zona de Lisboa e Vale Tejo é a região mais afectada pela falta de médicos de família, seguida pelo Algarve e pelo Alentejo. Estas regiões concentram as maiores carências em termos de cobertura de cuidados de saúde primários.
•Portugal conta actualmente com cerca de nove mil especialistas em medicina geral e familiar a exercer funções. Este número revela-se insuficiente para garantir a cobertura adequada de toda a população portuguesa.
•Uma realidade preocupante é o facto de 45% destes especialistas terem mais de 65 anos, o que antecipa uma vaga de reformas a curto prazo. Este envelhecimento da classe médica agravará ainda mais a escassez de profissionais nos próximos anos.
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