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Cultura

“Temos de ser polícias, não torcionários”, considera Francisco Moita Flores

Correio da Manhã17 de maio de 2026 Ver notícia original

Resumo por IA

Francisco Moita Flores, escritor e antigo governante português, lançou um novo romance policial ambientado no ano de 1969, período conturbado da ditadura do Estado Novo. A obra explora um cenário histórico peculiar em que Salazar, já incapacitado, desconhecia que havia perdido o poder. O livro serve também de reflexão sobre os valores e a ética das forças de segurança em contextos autoritários.

O romance centra-se no absurdo histórico de Portugal ter, simultaneamente, dois primeiros-ministros durante o regime fascista, numa altura em que Salazar estava já afastado do poder sem o saber.

Moita Flores utiliza o género policial para explorar questões morais profundas, nomeadamente a distinção entre o papel legítimo das forças policiais e os excessos repressivos típicos dos regimes ditatoriais.

A citação central do autor — "Temos de ser polícias, não torcionários" — resume a mensagem ética da obra, sublinhando a importância da integridade nas instituições de segurança mesmo em tempos de opressão política.

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